Acabou

Depois de tudo, tempo perdido e investido, não quis deitar tudo pelo cano abaixo! Ora o tempo pode não voltar atrás, mas nós podemos construir o futuro. Bem, já que te tinha aqui no meu coração e já não acreditar na nossa união, ambos seguimos caminhos diferentes… Achei que o que ficou podia ser tornado em algo bom, queria que fizesses parte da minha vida. QUeria que fosses meu amigo, meu refúgio, meu confidente. Queria que me ajudasses a compreender o amor, este novo amor, tal como eu a ti. Queria ter diálogos incomuns, ter… enfim, queria tanto! Mas a verdade é que precisava que tu quisesses… Não se pode ter um amigo, sem se ser amigo e eu não posso ser tua amiga, se tu não fores meu. Não combina, não dá, não resulta.
Esperei por ti. Não apareceste, não, não és meu amigo, nem sequer pretendes ser. Não posso mais, vou deixar-te partir, nada há mais entre nós. Acreditei que talvez amizade, mas nem isso. Vou-me proteger e deixar de ilusões. Despeço-me de ti, desta para sempre.

Adeus

It was really your wish?

Lembro-me da noite/madrugada em que me deixaste esta música para ir dormir bem… Fez-me sonhar até hoje e acreditar que os sonhos podiam se tornar reais… Nunca tiveste um desejo? Este era tão fácil de realizar!

Este final não é para a nossa história

A vida continuou. Finalmente senti que te tinha vencido. Acreditei que não eras mais o dirigente da minha vida. Mudei e cresci. Senti-me livre. Depois das lágrimas encontrei novo sorriso. Abandonei-te naquele leito onde se deu o acidente que te tirou de cena e não olhei mais para trás, aceitei a mão de quem veio socorrer-me. Perdi-me nessa pessoa e quando olhei para trás, estava tudo escuro. Desapareceste, não te vi mais. Guardei a última imagem na minha memória e decidi não olhar novamente para trás. Sorri para quem me estendeu a mão. Era ali que se encontrava a luz, continuámos de mãos dadas e encantei-me com o mundo novo que tinha à minha frente.
Oh! Era tudo novo e surpreendente e tão, tão sedutor! Sentia-me seduzida a cada minuto que se passava e oh! Que estranha sensação! Não desaparecia, poder-me-ia eu sentir sempre assim? Amei o novo recomeço, senti-me feliz. A vida teria seguido.
Andava distraída, não passavas mais do que uma mera recordação, lembrava-me de ti e do último momento e oh! Não podia voltar atrás. Tinha muito para ver, muito para sentir, muito para experimentar. Tinha uma vida nova, uma nova paixão e quiçá uma nova oportunidade de amar.
Não fazia sentido prender-me aquele lugar onde te deixara, não fazia sentido sequer colocar em hipótese. No entanto, perguntava-me o que pensarias tu, da minha nova vida.
Não te queria contar, mas também não te queria ocultar. Havia uma parte que queria que soubesses que finalmente não mandavas, nem comandavas a minha vida. Outra preferia manter-se assim.
O tempo foi passando e sentia-me preenchida. Senti que sim, era o tal. Não queria mais procurar, não queria mais ninguém, incluindo-te a ti.
Foi aí meu caro. Foi aí que regressaste. Foi no momento da morte que senti um vazio. Era ele quem eu queria, mas e nós? Senti falta do que não vivemos e principalmente, que a nossa história estava inacabada.
Percebi que o nosso tempo foi finito, que muito ficou por viver e muito por dizer. E quanto mais vivia, mas pena sentia de não ter partilhado contigo tudo o que eu queria. De não ter vivido todos os momentos que ansiei e principalmente, de não ter tido tempo e a oportunidade de me ter fartado de ti.
No final e depois de teres me tornado que sou hoje, percebo que nem sequer te conheci, nem nunca vou conhecer. Como alguém tão estranho pode ter tido tanto peso na minha vida?
Como alguém que sem mesmo existir acabou por estar tão presente em mim?
E agora? Serás sempre uma incógnita. A vida continuou, eu continuei e tu também. Quem diria que seria assim? Quem diria que da mesma forma que nos cruzamos nos iriamos separar?
Quem diria que o final seria tão suave, discreto e simples? Quem diria que no meio daquela escuridão alguém te salvou? E quem diria que jamais sentirias a minha falta? E o que é tarde é apenas preencher o passado e não amar ou re-amar?
Não era esta o final que pretendia, se é que alguma vez, pensei num fim…

The girl i used to be…

O teu regresso despertou em mim algo que já não me lembrava…  Como o tempo passa!

Lembrei-me de quem costumava ser… Uma rapariga errante, sempre com pressa e ânsia de viver, meio louca, a correr pelo meio da cidade, sempre com um objectivo, encontrar de volta o seu amor.

Lembro-me dessa rapariga sonhadora, que vivia e ansiava pelo seu conto de fadas. Sempre em acção e sempre à pensar em mil e uma formas de recuperar o seu amor.

There she goes… Onde ela anda? Hoje vejo-me presa à minha rotina e distante desse conto de fadas que se perdeu entre as ruelas de Lisboa. Onde vai esse tempo em que tudo era feito por ti e para ti?

Já não sou quem eu era. Já não acredito em fairy tales, nem em amores eternos. Por que me deste hoje esta canção e não ontem?

Ontem teria sido perfeita. Teria sido tudo aquilo que eu queria. Hoje já não sou quem eu era. Já não acredito em conto de fadas e já não vou em cantigas… Quem me dera que tivesse sido ontem, oh, como me vejo sorrir ontem com ela!

Era tudo o que queria ontem. Hoje não, hoje não tenho tempo. Hoje corro não para ti, nem para mim, nem para ninguém. Corro porque tem que ser e porque aceitei a vida sem ilusões.

Saudades de ser essa sonsa, ingénua, feliz e alegre menina. Dona do mundo e centro do seu palco. Sim, eu dirigia a minha vida, criava o enredo. Hoje não, não sou quem comanda a minha vida, é o capitalismo.

Desespero

When_Angels_Cry_Blood_by_asphyxiadreams

Bate-me! Esbofeteia-me, descarrega em mim o teu ódio

Mas [pausa] ama-me no final!

Estrela Cadente

Procurei encerrar esta história,

Não procurei nem obter glória, nem ter a vitória,

Dei o primeiro passo, esperei pelo teu

Afinal o que é que se sucedeu?

Esperei com ansiedade pela hora da verdade,

Tive medo de ouvir ao mesmo tempo muita vontade,

Queria encerrar este capitulo e viver em liberdade,

Mas sem a tua palavra  final era como se durasse até a eternidade.

Tinha esperança de da tua boca ouvir o contrario daquilo que esperava.

Tinha esperança de renovar aquilo que encerrar procurava,

Queria que salvasses a nossa história de amor,

Queria que o final fosse feliz ao inves de entristecedor.

Acreditei que contigo tudo era diferente e não tão mundano,

Eras cadente, tal como a estrela dos desejos humanos,

A estrela que procuramos e que nela acreditamos,

Até que ela caí, desaperece e nós acordamos.

Silêncio

É como andarmos sós pela cidade, no meio da multidão, ás vezes nem percebemos o quão só nos encontramos… O mesmo acontece, com o amor, ás vezes iludimo-nos com tanto! Fingimos não ouvir, não perceber, procuramos soluções para o teu silêncio… Mas porquê? Não me digam que no século XXI, em pleno país desenvolvido é complicado contactar alguém? Falar com quem queremos? Não me parece dificil, logo para quê iludir-me, procurar justificações, quando o silêncio por vezes fala por mais de mil palavras… Eu acredito que quem quer pode. O teu silêncio diz-me que não queres…

Now i know…

The winner takes it all

Como, no passado, os Abba disseram… The winner takes it all! Há alguma mentira? Não me parece… No amor, há 1 que vence, outro que perde. E o vencedor? Ele leva tudo…

I dont wanna talk
About the things weve gone through
Though its hurting me
Now its history
Ive played all my cards
And thats what youve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
Thats her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking Id be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
Its simple and its plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I dont wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
Youve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all

Always thought i would be a winner. I’m not the winner.

Apenas um olhar

E bastou apenas, cruzarmos novamente os nossos olhares, para perceber, que as palavras e pensamentos, ditos outrora, foram em vão… Era como se aquele tempo não tivesse existido, e tivessemos estado este tempo todo juntos… Aquela sensação de que já nos conhecemos há muito tempo, a raiva, a dor, a tristeza foram esquecidas, tantas culpas em ti coloquei, para no final… parecerem que nunca existiram…

Bastou olhar novamente para ti, para sorrir, voltar a sentir aquele sentimento que sempre adorei, a paixão, a atracção… o prazer, a cumplicidade, o amar e ser amado… Bastou um olhar, para alimentar novamente este sentimento… Foram apenas horas que tive contigo, mas suficientes para passar novamente dias a sorrir, a sonhar acordada contigo, a sentir saudades, a sentir-me forte, segura, atraente e bela. Quase que sou outravez dona do mundo e poderosa.

A imortalidade do amor

Hoje, debati-me sobre esta questão. Alguém deixou um comentário, e colocou a questão, por que é que quando amamos desejamos também ser amados? Reflecti, tirei algumas conclusões…

Lembrei-me da poesia de Camões e julguei que, num dos seus poemas, ele define tão bem a problemática do amor. Embora seja um poema antigo, é tão actual, porque o amor é sempre o mesmo. É um sentimento e por mais voltas que dê, o amor bate sempre em todas as portas…

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões
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