Como um Karma, talvez, minha sina
Preso à alma, no corpo, actua como heroína
Suavemente, entra em mim….
Vem disfarçadamente, assim…
Sem desconfiança, permito sua entrada
Só descubro que é maldição, quando magoada
Maldição?! Quem me rogou tal maldição?
Porque acaba sempre deste modo, então?
Sina! Quem merece tal sina? Qual Karma?!
Pode ser sina, algo que sangue derrama?
“Lágrimas, sangue e suor, tudo essências do amor”
Qual essência! Já chorei, sangrei até suei…
E pergunto, são essências de que amor?
Onde está esse amor, sendo isso o essencial?
Ninguém me reponde.
Parei, e pensei.
Esse amor é dor.
Amor não é bem é mal…
Julguem-me do modo que me julgarem
Talvez a minha ferida sarem….
Quem sabe! Se são tão bons a julgar
Talvez também sejam bons a curar…
Já não me interessa o modo que sou julgada
É que no final esses continuam e eu continuo magoada
E para quê manter-me nesse estado?
Só porque vós me haveis julgado?
Talvez se vosso julgamento tivesse solução
Acreditem, eu teria seguido o vosso sermão
Mas não, falais coisas bonitas acerca do amor
Mas o que me interessa, se o que sinto sempre é dor!
Qual amor! Vós falais de paixão…
Amor é inexistente é dor no coração.
23/03/2006
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