The girl i used to be…

O teu regresso despertou em mim algo que já não me lembrava…  Como o tempo passa!

Lembrei-me de quem costumava ser… Uma rapariga errante, sempre com pressa e ânsia de viver, meio louca, a correr pelo meio da cidade, sempre com um objectivo, encontrar de volta o seu amor.

Lembro-me dessa rapariga sonhadora, que vivia e ansiava pelo seu conto de fadas. Sempre em acção e sempre à pensar em mil e uma formas de recuperar o seu amor.

There she goes… Onde ela anda? Hoje vejo-me presa à minha rotina e distante desse conto de fadas que se perdeu entre as ruelas de Lisboa. Onde vai esse tempo em que tudo era feito por ti e para ti?

Já não sou quem eu era. Já não acredito em fairy tales, nem em amores eternos. Por que me deste hoje esta canção e não ontem?

Ontem teria sido perfeita. Teria sido tudo aquilo que eu queria. Hoje já não sou quem eu era. Já não acredito em conto de fadas e já não vou em cantigas… Quem me dera que tivesse sido ontem, oh, como me vejo sorrir ontem com ela!

Era tudo o que queria ontem. Hoje não, hoje não tenho tempo. Hoje corro não para ti, nem para mim, nem para ninguém. Corro porque tem que ser e porque aceitei a vida sem ilusões.

Saudades de ser essa sonsa, ingénua, feliz e alegre menina. Dona do mundo e centro do seu palco. Sim, eu dirigia a minha vida, criava o enredo. Hoje não, não sou quem comanda a minha vida, é o capitalismo.

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