Relação amor-ódio (se tu visses a lágrima)

Se tu visses a lágrima, talvez eu voltasse a chorar, pois tu virias ela, intacta e cristalina, correndo pelo rosto, que um dia quiseste acariciar e beijar. Se visses a lágrima e por ela cair por tua causa, talvez gostasses de a ver novamente. Pois ela era bela e transparente e era por tua causa. Que honra, algo assim, tão belo, por nós não é?

Por isso, escondi a lágrima, pois se tu a visses… De certo, voltarias a fazer com k derrama-se outra igual. Foi só por isso, que escondi a lágrima, não por ter vergonha de chorar, mas pelo simples facto, de ter dor, sempre que por ti ela derramar…

Já derramei várias lágrimas, mas nunca nenhuma tão bela como aquela… Quando eu vi aquela, estraguei-a com o dedo. Foi sem querer, simplesmente queria tocá-la, pois era bela… Depois senti raiva, pela lágrima ser bela e o motivo dela cair seres tu e me teres magoado. Não percebi e vivo assim, numa relação amor/ ódio, algo que nunca tinha pensado….

O que é ser amado?

Palavras bonitas, todos conseguimos dizer… Dizer aquilo que os outros querem ouvir, todos conseguimos… Mas amar… amar, não são simples palavras bonitas de um poema, nem mesmo, uma canção… és mais do que isso… e não é somente bom amar, sentir que alguém nos ama é de igual modo bom…

É bom ser amado por alguém, porque esse alguém, faz-nos sentir especiais, faz-nos sentir que não estamos sós… E aquele sentimento de cumplicidade, óptimo, aquele olhar apaixonado, aquele sorriso sonhador, com que ficamos, tão dificil de disfarçar e tão bonito…

Eu estou a escrever isto e estou a chorar, porque tenho saudades desse amor… Desse amor, que faz rir, que nos sentir seguros, que nos faz sentir cumplices… que nos faz sentir que o mundo pode desabar, que nada importa… tenho saudades de ser feliz, de gostar de amar e de ser amada… Tenho saudades…

Lembro-me de ti e vejo que tudo era tão perfeito. Já não me lembrava dessa felicidade, nem que me fazias sorrir… Nem de como tão bem me fazias sentir… Foste um ilusionista, no momento da ilusão, pensei que fosse magia, mas depois terminou e eu queria mais dessa ilusão…

Não pensava que me viessem lágrimas… Mas agora percebo, que dessa vez eu amei… Dessa vez, qualquer um via em mim, esse sentimento, dessa vez eu era feliz e contente… e nunca mais tive essa sensação…

Fizeste o que nunca ninguém fez e eu senti contigo o que nunca senti… Espero voltar a senti-lo.

Odiando a escuridão

Odiando a escuridão

Assim vagueio pela tarde

Odiando a escuridão

Caminho pelo sol k arde

E queima…

Queima o rosto e a minha pele

E na areia que nos deitamos

Lembraste? Escorrega o anel

A tarde esconde-se

O sol deita-se

A lua nasce

E a escuridão aproveita-se

Esqueço quem sou

Meu nome, minha identidade

Fico a pertencer

A um mundo de falsidade

E assim…

Entro no mundo da escuridão

Odiando a escuridão!

Odiando tudo

E esquecendo meu coração.

2/ 10/ 2004

Inconformismo

E não, não me consigo conformar, com este final. Apetece-me bloquear-te! Irritam-me esses teus nicks…

Um homem apaixondado, consegue tornar-se tão rídiculo! Pff, ainda bem, que me livrei de ti! Vendo bem, tu não tens nada a ver comigo… Esses nicks! Credo! Essas fotos, que dois! Tão rídiculos!!

Foste tu quem ficou a perder mais… Olha a minha foto… Eu bonita, sexy, inteligente… e tu, um pobre apaixonado!!

Pff! Não aguento… vou ter que falar contigo, preciso que saibas, que eu sei e estou bem com isso.

- Oi!

- Olha, quem é ela! Então tudo bem contigo?- respondeste.

- óptima, como sempre… e tu como tás?

- Bem…

- Vejo que está com namorada nova… certo?

- Não, é a minha irmã…

- O quê? A tua irmã…

- Sim, esta rapariga da foto, é a minha irmã….

- ????????

- Que pensaste? lol

- lolol, pensei que fosse tua namorada…

- Achas?

-E por que não?

- Não tenho sorte com as mulheres… Parece que quando tudo vai bem, esta a correr bem, elas afastam-se.. Há algo de errado comigo, que ainda não descobri… É sempre assim, vão sem explicação..

- E já pensaste, que tu também as deixas ir?

-Que posso fazer… se essa a vossa vontade?

- Lutar?

- Não sei, ser assim… quem gosta fica, quem não… parte… sei lá!! Não sou de ir atrás… eu percebo as mensagens…

- Mas esses nicks… são para a tua irmã?

-Não, são para ti…

God! Fiquei sem palavras. E agora, eu não quero nada com ele… Que vou fazer?

Karma

Como um Karma, talvez, minha sina

Preso à alma, no corpo, actua como heroína

Suavemente, entra em mim….

Vem disfarçadamente, assim…

Sem desconfiança, permito sua entrada

Só descubro que é maldição, quando magoada

Maldição?! Quem me rogou tal maldição?

Porque acaba sempre deste modo, então?

Sina! Quem merece tal sina? Qual Karma?!

Pode ser sina, algo que sangue derrama?

“Lágrimas, sangue e suor, tudo essências do amor”

Qual essência! Já chorei, sangrei até suei…

E pergunto, são essências de que amor?

Onde está esse amor, sendo isso o essencial?

Ninguém me reponde.

Parei, e pensei.

Esse amor é dor.

Amor não é bem é mal…

Julguem-me do modo que me julgarem

Talvez a minha ferida sarem….

Quem sabe! Se são tão bons a julgar

Talvez também sejam bons a curar…

Já não me interessa o modo que sou julgada

É que no final esses continuam e eu continuo magoada

E para quê manter-me nesse estado?

Só porque vós me haveis julgado?

Talvez se vosso julgamento tivesse solução

Acreditem, eu teria seguido o vosso sermão

Mas não, falais coisas bonitas acerca do amor

Mas o que me interessa, se o que sinto sempre é dor!

Qual amor! Vós falais de paixão…

Amor é inexistente é dor no coração.

23/03/2006

Alguém roubou o meu lugar

O tempo passou… Não falámos nada. Via-te online, mas não me apetecia falar contigo. Contudo, sentia, que a nossa história, ainda não tinha terminado, pois nunca a encerrámos e embora, nada existisse entre nós, sentia-me comprometida ao teu eu, pois o final da história, não tinha sido encerrado.

Sentia que tinha que falar contigo, dar-te uma explicação, esclarecer a nossa situação, para poder partir para outra. Não me sentia à vontade, para me envolver com ninguém, porque de algum modo, continuava ligada a ti, sem sequer estar…

O tempo passou e pareceu-me estranho, tocar nesse assunto contigo. Por um lado, considerava necessário, por outro, faltava-me a coragem, pois derivando do tempo passado, perdera o sentido. Apesar disso, para poder continuar a viver, precisava de encerrar esse capitulo, jamais estaria bem comigo, a continuar, se sentisse que para trás ficou uma história por resolver.

Pensei, paciência, é por mim, não é por ti. Arrisquei falar contigo. Abri uma janela, de modo a iniciar uma conversa contigo. Quando comecei a escrever, Olá, olhei para a fotografia, do teu perfil.

Embora nada sentisse por ti, deu-me um aperto no coração. Senti-me usada e insignificante na tua vida, como ousaste continuar sem me dar uma explicação? Durante aquele tempo todo, que não falamos, tu não falaste comigo, simplesmente, porque tinhas arranjado outra.

Doeu e por momentos desisti de falar contigo. Senti-me rídicula, por momentos, ter pensado em ir falar num assunto, que para ti já estava arrumado. Queria explicações, mas não as podia pedir… Como? Se nós não tinhamos nenhuma relação. Tinha sido aquele encontro, aquele beijo, nada mais… Que poderia eu exigir de ti? Se tinha parte da culpa, nessa história, se fui eu quem se afastou…

Mas tu alguma vez pensaste naquilo que eu pensei? Sentiste que a nossa história não fora encerrada, tiveste questões à espera de respostas, tiveste dúvidas, à espera de explicações, sentiste algum tipo de compromisso, embora inexistente, com a minha pessoa? Por que não vieste falar comigo? Porque não perguntaste, acerca da minha mudança de comportamento? Por que não te interessaste em saber sobre aquilo que mudou? Por que nunca teimaste por uma explicação? Por que simplesmente, deixaste-me partir sem dizer Adeus, por que me trocaste, sem antes mo dizeres, por que me fizeste sentir presa a ti, quando já há muito me tinhas libertado… Por que nunca quiseste encerrar este capítulo, por que o quiseste deixar em aberto, para que ambos, fiquemos sem perceber o que foi que aconteceu, porque nos separamos e será que um de nós ainda pensará no outro?

Por que me vais deixar com este embaraço, de não saber o que te dizer, se te vir na rua, se te cumprimento, ou deixo de cumprimentar, se posso falar de ti, ou devo fingir que não te conheci… Por que me vais deixar neste embaraço…

Não, já não vou falar contigo. Tu seguiste, eu também vou seguir. Adeus!

Segundo encontro

Em tempos, seria no cinema… Talvez em algum jardim, ou secalhar, em algum lugar com vista para o mar… Em tempos seria romântico, o nosso primeiro encontro (porque o primeiro foi ocasional). Em tempos, quereriamos fazer como nos filmes, ver o por do sol, falar ao luar, conversar no jardim, ou mesmo fazer um piquenique… Em tempos, teriamos pedido ajuda à natureza, para existir magia, trariamos connosco, aquela timidez, que tão bem fica, nos casais apaixonados… Em tempos, procurariamos um momento especial, para darmos as mãos, depois, trocariamos olhares e sorrisos, denotando o nosso embaraço e esperariamos o silêncio para dar o nosso primeiro beijo, doce, timido, inocente e apaixonado. Isto seriam em tempos o nosso primeiro encontro. Continuariamos sem conversa, de mãos dadas, não incomodados com o silencio, timidos e a sorrir, tu cavalheiro, eu como doce, frágil, donzela e ambos, felizes, a pensar no nosso primeiro beijo. Trocavamos palavras, riamos e sentiamos paixão.  Ia para casa, esperava pelo próximo dia, escrevia a tarde, o por do sol, a magia que senti, no meu diário e tu escrevias-me um poema. Encontravamo-nos no dia a seguir, trazias-me uma flor, sentia-me feliz e amada por ti. Abraçavamo-nos e a tarde, noite, passavam a correr… Mas isto seriam em tempos. Sim, seria assim, o nosso primeiro encontro, romântico e com magia. Mas agora são novos tempos e nos tempos que correm já não é assim…

Combinámos o nosso encontro. Onde? Depois de trocarmos os emails, combinámos as 22h no messenger. Para quê? Para nos conhecermos melhor… Falámos (demais até)… No dia a seguir quando te vi, não me reconheci em ti. Sabia tudo de ti, ao mesmo tempo, perguntava, quem és tu? Embora tivesses a falar, eu não te ouvia… Olhava simplesmente para ti, sem perceber, quem eras e o que fazia eu ali contigo. Beijamo-nos e não senti nada, nem magia, nem paixão. Era um beijo oco.

-Encontramo-nos amanhã?- perguntaste.

- Hmm, não sei… Depois falamos na net…- Respondi.

- Ok, então, tás lá a que horas?

- Hmmm, depois do jantar em principio…

- Ok, então, passo lá…

- Fixe, até logo.

Depois do jantar, liguei-me a internet. Estavas lá tu… Falaste comigo, como se me conhecesses, há muito tempo. Na verdade, não me conhecias. Sabias onde vivia, o que fazia e conhecias minimamente os meus gostos e interesses. Falaste da tarde, mas eu não prolonguei muito a conversa… Continuamos a falar e reparaste, que o meu entusiasmo, não era o mesmo que outrora. Mudei de assunto, enviei-te uma música. Ficaste contente, abri outra janela e comecei a falar com uma amiga. Aos poucos a conversa contigo, acabou por morrer… Não chegamos a combinar nada… Enviaste mensagem, não respondi, mais tarde, no outro dia, na net, disse, não ter dinheiro no movel. Menti… Falaste.

- Então, quando podes estar comigo?- perguntaste.

- hmmm, não sei… Deixa cá ver- respondi.

-Amanhã?

- Pois, não me dá muito jeito… Já tenho coisas para fazer- menti, uma vez mais.

- Então quando?

- Vamos falando, logo vemos… Não há problema, estamos sempre em contacto…

- Pois…

E menti, uma vez mais. Não estávamos sempre em contacto, nada nos unia, só a linha on-line. Não existia amor, nem paixão. Aos poucos, fomos deixando de falar… Hoje vejo-te on-line e já nem falo contigo… E aquele beijo, aquela tarde, é como se nunca tivessem existido…

Fruto proibido

Hoje é dia de respirar fundo. Sentir a entrada do ar e expirar, sentir as ondas do mar, ouvir o seu toque na areia, nas rochas, olhar para a linha do horizonte, sentir o sol, segurar na areia, deixá-la dançar com o vento, estender a toalha e ser enrulada por ela, correr, brincar com cão, dar festinhas ao gato, cantar com o pássaro, ouvir música, fechar a porta do quarto, escrever poesia, ver a paisagem através da janela, subir o muro do vizinho, rir, rir alto, saltar de cima, sentir uma suave adrenalina, andar de bicicleta, colher uma maçã pura, de uma árvore, ver um estranho, perguntar senão quer provar a maçã:

- É simpática, mas prefiro não aceitar- responde.

- Porquê, tem medo? Nojo?- pergunto.

- A minha mãe costumava dizer… Não aceites comida de estranhos…

- Tem razão- sorriu- eu também estou a comer, veja- trinco a maçã- só estava a ser simpática, mas é muito boa a maçã! De certeza, que não quer experimentar? É a última vez que pergunto…

- Pronto, não quero que pense, que não confio em si…

- Confias em mim?

- Confio.

Trocámos olhares e sem querer, embarquei numa nova aventura…

Adeus (chegou a hora)

Esperei, até que só, decidi embarcar

Para quê te levar se sonhas em ficar

Se a aventura para ti termina na fronteira

Se não vês o oceano e só conheces aquela ribeira

Que beira eu sou? Se sonho com o infinito

Se cada passo meu, te coloca aflito.

E há atrito, pois o meu sonho é mais bonito.

E isto de conflito, falece tudo aquilo que sinto.

Por isso, eu vou, sei que este não é o meu lugar

Se juntos não conseguimos caminhar, um tem de ficar

Eu vou mais além, estou além, e quero o além

Contigo estou bem, mas não quero só o bem, quero mais que o bem

E quem tem, tem, e quem não tem procura…

E procuro aquilo que não tenho, não quero cair em armagura

Nem em secura, pois tenho sede, sede de te ter

Pois te ter hoje, é não te ter

Pois hoje te ter, é falecer.

Eu quero mais que o bem, tu contentas-te com o bem

Procuro o oceano, tu preferes te sentar e olhar para a ribeira

De todas as noites, reparaste quantas foram as de lua cheia?

2 de Dezembro de 2006

Liberdade ou sujeição?

Não conheço ao certo este novo sentimento. Ultimamente não tenho pensado em ti, estarei livre? Não sei ao certo, pois agora lembrei-me, que não tenho pensado em ti. É como uma obrigação, era quase que automático, por isso, ao não ter pensado em ti, nos ultimos dias, estranhei…

Agora pergunto, porque pensava eu em ti? Porque escrevia sobre ti? Hmm, lembro-me da raiva, da revolta, angústia, tristeza e desespero… Falei em amor? Onde estava ele? Se quando olho para o passado, só visiono sentimentos negativos.

Concluo que talvez era amor, aquilo que procurava… Talvez o amor seja fruto, de duas vontades, não só de uma. Talvez de uma, só possa existir paixão e vontade, e a soma de duas paixões e vontades juntas resulte no amor. Eu queria amor, tu não, por isso, lutei, numa luta inicialmente perdida… Se tivesse estado atenta aos sinais, talvez teria percebido, que o amor é plural, não singular e que também é livre… Eu lutei contra a tua liberdade de amar, queria que me amasses, sem escutar a tua vontade, o teu coração… Dessa luta contra a liberdade, resultaram sentimentos negativos… Mas agora eu sei, que o amor não é negativo, é lindo, mas tens que saber ouvi-lo, escutá-lo com atenção…. Agora oiço-o e sinto-me livre outravez, com sentimentos positivos, pronta para amar!

Não sei se estou livre, ou se simplesmente aceitei não ser amada por ti… Não sei se a minha vontade, continua a desejar-te, mas sei que essa vontade, agora, respeita a tua, não luto, aceito o facto de por ti não ser amada. Continuo comigo, a escutar o meu coração e a tentar entender o amor.